sexta-feira, fevereiro 24, 2012

Irmãos querem casar - Ajudem

A Alice casou com a Beatriz. Foram viver para uma casa grande o que lhes permitiu ter quartos separados, e como o casamento foi de conveniência, exatamente por causa do aluguer, o Carlos, namorado da Alice foi viver com ela, rapidamente imitado pelo Daniel, namorado da Beatriz. Correu bem!
O Carlos e a Alice foram pais do Eduardo, quase ao mesmo tempo que o Daniel e a Beatriz tinham a Fátima.
Muito amigos, passam o tempo, divertidos a discutir o parentesco das famílias. Como será?
O Eduardo tem uma mãe (Alice), um pai (Carlos) e… mais quê? A Beatriz, casada com a mãe, é uma segunda mãe… um segundo pai… ou quê?

A Fátima, nascida na vigência do mesmo casamento em que nasceu o Eduardo é irmã dele, claro!
Riam-se, riam-se! O problema é que os garotos vão crescendo, e gostando tanto um do outro, o desfecho está à vista, mas… que horror! Casamento entre irmãos?

As mães já admitem divorciar-se, mas… será que ajuda?
URGENTE! QUEM SOUBER QUE RESPONDA.

sexta-feira, novembro 18, 2011

Reduzir salários?


Mas onde raio é que os Troikos jantaram? 

É que a hipótese de um jantar bem regado é a melhor forma de explicar a loucura da proposta de  cortes políticos nos salários privados.

(Finalmente um assunto em que estou à vontade para comentar, livre do condicionamento habitual de toda a gente considerar os cortes que lhe mordam no bolso como os mais injustos e não prioritários. Não recebo salários privados – nem outros)

O corte proposto teria o condão de juntar o inútil da redução das receitas fiscais (fala-se em 2000 milhões) com o desagradável de acentuar a já grave recessão.

Compreende-se a intenção – tornar a economia mais competitiva – mas não será por aí.

A verdade é que as leis do mercado, provavelmente, irão mesmo forçar essa redução sem envolvimento administrativo, pois basta a lei da oferta e da procura, no actual quadro de alto desemprego e baixo investimento, para qualquer gestão de recursos humanos minimamente competente baixar (ou manter, o que em ambiente inflacionário é a mesma coisa) os custos com pessoal.

Tratem de alterar as leis do trabalho, no sentido de flexibilizar o emprego, de reforçar a responsabilidade social e o acesso ao crédito para as empresas, e de credibilizar a justiça, e deixem o País trabalhar.

Em 2008 tive o atrevimento de sugerir 10 “medidas loucas” para a recuperação económica. Estamos mais perto... mas mais pobres e limitados. Um destes dias recupero e actualizo essas medidas, mas, entretanto, elas ainda estão disponíveis lá para trás, em "Floresta devastada" e "As árvores que tapam a floresta" continuam a ser cortadas!

domingo, outubro 16, 2011

A gripe diarreica

É verdade que Um azar nunca vem só. 

Estava Portugal gravemente enfermo com uma diarreia (alguns falavam até em disenteria) quando foi contagiado pela epidemia de gripe que grassa pelo mundo. O efeito combinado das duas infecções (perdão... infeções) foi uma febre financeira altíssima, que os médicos da Policlínica Socialista não conseguiram curar, obrigando a substituir o corpo médico pelo da Policlínica dos Serviços Desesperados.

O problema é que os novos médicos, continuam a não ligar às infeções (ou será ainda infecções?), preocupados apenas com a febre, e mantendo o receituário, limitam-se a aumentar as doses. Esquecem-se que  nos efeitos secundários da terapêutica antipirética lá está - "risco acentuado de diarreia".


Parem, por favor, ou qualquer dia é só merda neste País!

sábado, outubro 08, 2011

Cãomícios


Só me faltava mais esta – o meu cão dedicou-se à política.

Depois de dois anos de algum sossego, o quintal tornou-se um reboliço, com cães de variada proveniência a envolverem-se na mais acesa discussão.
Tal como os humanos, eles passam a vida a correr uns com os outros, mas acabo por constatar que estão lá sempre, e são sempre os mesmos. Já os vou conhecendo, e o que mais me preocupa é o preto. Durante vários dias assumiu a pose do não político, de quem estava ali apenas acidentalmente e de passagem.Sempre que o via... ia a sair, mas mal eu virava costas retomava o lugar e estava sempre presente. Agora largou o disfarce, assumiu-se como dono da pasta, e quando fui fazer a foto deu-se ao atrevimento de me ameaçar com uma rosnadela. 

Não é só aos homens que o poder faz mal!

Tanto quanto sei, dedica-se à colecção de sapatos, como me apercebi quando o meu vizinho Pedro se veio queixar que lhe tinham desaparecido três pares de sapatos que pusera a arejar à porta da cozinha. Um deles lá ia na boca do preto (de saída, claro!), a caminho do álbum, do arquivo, ou lá do que ele usa. Seguimo-lo, para tentar recuperar os outros, mas nada feito – na sua zona de influência limitámo-nos a encontar cinco sapatos esquerdos, todos diferentes, e nenhum do meu vizinho. (Preocupou-me esta extrema obsessão pela direita, e mais agora com a sua atitude agressiva. Era o que me faltava era um cão nazi no quintal!)

O malhado é tipicamente um cão do aparelho – ocupa sempre as últimas filas, não dá nas vistas, segue discretamente atrás dos lideres, mas, quando os apanha distraídos vai sorrateiramente à gamela e faz pela vida. Tem futuro!

Outro que me preocupa é o castanho claro – nunca lhe vi os dentes ou os olhos, pois sempre se esconde atrás dum vaso, duma planta ou do que pode. Eu sei que é politicamente incorrecto misturar política com ladroagem, mas com a vaga de assaltos aqui na zona, começo a ter suspeitas sérias sobre o bicho.

Ontem a coisa complicou-se: a Fernanda tinha posto um par de havaianas à porta da garagem, e no fim do cãomício só lá estava a esquerda, como era de esperar. Exortou-me a pegar no cabo da vassoura e dissolver a assembleia, mas estou hesitante... Com a rapidez com que os políticos humanos nos arrastam para um futuro abaixo de cão, quem me diz que daqui a alguns meses não terei de meter uma cunha ao preto para me arranjar um par de sapatos? Mesmo que sejam dois esquerdos, que não lhe fazem falta na colecção?

Não! A hora é de prudência – vou é comprar mais ração (acho que ainda há!)

sexta-feira, julho 08, 2011

Obrigado Moody's

Anda tudo excitado com a maldade da Moody’s ao enviar-nos para o lixo. Ao contrário da moda, eu tenho que felicitar a agência de rating – Obrigado Moody’s. Há anos que venho escrevendo sobre a destruição da classe média europeia e americana pelo liberalismo desenfreado, que entregou o controlo de países e economias ao dinheiro sem pátria nem rosto, e seus detentores.


Agrada-me ver agora a indignação dos políticos, que parecem finalmente atentos ao problema, e dispostos a discutir alternativas. O meu receio é que – dinheiro manda – tudo não passe de epidérmicas reacções de “virgens ofendidas” para parecer bem nos telejornais.
Entretanto... obrigado Moody's, já podem ir bugiar.

sábado, julho 02, 2011

PEC 4 (ou 5?)

Discute-se hoje a redução da Taxa Social Única para as empresas, compensada por um agravamento de impostos.
Tinha a vaga ideia de já ter ouvido falar disso, pelo que fui verificar leituras e achei. Era assim:

1 – Aumento do IVA, na União Europeia, em, pelo menos, 5% (calma! Esperem pelo resto);

2 – Aumento simultâneo, na mesma percentagem, de salários, pensões e rendas habitacionais;

3 – Contabilização desse aumento de IVA como receita da Segurança Social (com mais uma tranche variável, a definir por cada país);

4 - Redução das contribuições das empresas para a Segurança Social para um valor entre 0 e 10%, a definir abatendo aos 10% o resultado do quociente entre o peso salarial no volume de negócios da empresa e o respectivo leque salarial;

Tentei saber quem era o autor, e... surpresa! Era eu, neste mesmo blog! Em finais de 2008, quando a família me acusava de catastrofista por reiterar os avisos de que a crise, de que já era moda falar, ainda nem tinha chegado.
Agora já começou a chegar, mas ainda não começou a ser resolvida, continuando as políticas remendonas.
Começa a ser pertinente outra pergunta: 
Terá mesmo solução?

quinta-feira, junho 30, 2011

Carta aberta ao Dr Durão Barroso

Exmo Dr Durão Barroso

Tive o grato prazer de ver Vexa na televisão à beira de marcar um golo de bandeira, acabando frustrado por, afinal, ter sido apenas uma bola na trave. Foi pena!
No sufoco financeiro, gostei de o ouvir dizer que se poderiam reequacionar os fundos estruturais para ajudar ao saneamento das contas públicas. Perfeito!

Ouvi-o hoje explicitar melhor, esclarecendo que se trata apenas de majorar a componente europeia do investimento, em detrimento da componente nacional. Bolas!

É sabido que muito do endividamento público resultou da obsessão de, durante décadas, estimular os Portugueses a planear grande (e caro) para “ir buscar” a maior parte possível de fundos que o normal funcionamento do País não conseguiria justificar e receber.

De Norte a Sul construíram-se elefantes brancos onde galinhas serviam na perfeição, não havendo hoje aldeola ou bairro sem centro cultural, pavilhão multiusos, piscina olímpica e outros sonhos lindos por pagar.

Usar os fundos comunitários para corrigir o endividamento a que nos conduziu a cegueira de políticos inebriados pelos fundos fáceis, seria uma bênção para o Povo, se necessário e possível apresentando aos políticos responsáveis a factura da sua incompetência.

Usar esses fundos para convidar políticos e autarcas a continuar a gastar o que não têm, mesmo que passe a ser 5 ou 10% menos, um risco que dispensamos.

Lamento!